Eis o que há de mais belo:
O musgo crescido nas rachaduras,
A sujeira acumulada sob as unhas.
A flor que cresce no asfalto é ainda flor,
pálida reminiscência de uma poesia doente.
Poético é o conflito, concreto partido.
Belo é o arbitrário deteriorado:
A vingança.
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quinta-feira, 8 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
Afronte - Ato I : Cuidado com a sarjeta.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Monólito
O vento sopra, a água corre
passando pelo monólito
Imobilidade. Será?
O mundo gira, o monólito erode
Em formas que só o tempo pode dar.
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(O que me lembra, meio às avessas:
"O pensamento é escravo da vida e a vida é joguete do tempo. E o tempo, testemunha do universo inteiro, deve parar".)
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Poema fresquinho. Resultado do diálogo de um capricorniano com uma geminiana.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Ontologia Poética: Benj'a-mim I e II
Benj'a-mim I
Cacoetes...
Deusa, quase me esqueço!...
O estilhaço colorido do vitreau!
Coisas guardadas em caixas...
Gênese?
Críptico, meu ser repousava na estrutura
quando a pedra apresentou objeção...
Resignificonfiguração.
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Benj'a-mim II
Forjafalar, transgredindo-se sempre!
Sem jamais sanguerramar ao ser insubinsistente.
Forjafalar sempre uma entidarte, qual dEUs ou ser-eia!
N'uma apresentificação do solidesintegrado,
forjafalo nuclesquizintomático desta farceria.
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Nada como uma aula sobre os ensaios críticos de Baudelaire para inspirar a poesia em nossos corações. Ou o deficit de atenção.
De todo modo, são dois poemas de psicografia peripatética, do jeito que Éris manda.
São os primeiros a apresentar o estilo adequado (neológico) do blog d'O Núcleo e por isso aparecem postados lá. Na verdade, o segundo é uma espécie de manifesto auto-crítico/auto-irônico para aquele blog e pra mim.
Por fim, 'forjafalar' e 'entidarte' são, daqui em diante, termos técnicos no meu cânone.
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